9 mitos sobre carros que devias esquecer de vez em 2025

Há conselhos sobre carros que parecem vir inscritos numa tábua sagrada: “mete sempre gasolina 98”, “deixa o carro a aquecer”, “troca o óleo de 3 em 3 mil”. O problema? Muitos desses conselhos faziam sentido… nos anos 70. Hoje, com motores modernos, óleos sintéticos e eletrónica por todo o lado, muita coisa mudou. Vamos aos mitos sobre carros que continuam a circular e ao que realmente interessa.

1. “Gasolina premium é sempre melhor para o carro”

Nem sempre. Alguns carros desportivos ou modelos específicos pedem mesmo gasolina de maior octanagem e aí convém respeitar o manual.

Mas para a maioria dos carros normais: Se o fabricante diz que pode usar 95, e tu metes 98 “porque é melhor”, o mais provável é estares só a gastar mais dinheiro. Os motores modernos ajustam a ignição para evitar “bater de pino”, por isso não ganhas milagres em consumo ou desempenho no dia a dia.

gasolina, gasóleo

2. “Tens de aquecer o carro ao ralenti antes de andar”: é um dos grandes mitos sobre carros

A imagem clássica: alguém liga o carro, deixa aquilo ali a ronronar 5 minutos e só depois arranca.

Entretanto isto fazia algum sentido em carros antigos, com óleos mais grossos e carburadores.

Hoje: os motores com injeção eletrónica fazem a gestão sozinhos; O óleo chega rapidamente a todo o lado em poucos segundos.

Regra prática: 30 segundos chegam bem. A melhor forma de “aquecer” o carro é… começar a andar com calma.

3. “Troca de óleo de 3 em 3 mil milhas (5.000 km) ou rebenta”

Este é um clássico de oficina. A verdade é que a maioria dos carros modernos usa óleo sintético, que aguenta 7.500, 10.000 km ou mais,

Muitos modelos já têm monitor de vida do óleo no painel.

poupar combustível óleo, colocar o óleo errado no carro, mudança de óleo, óleo do motor fraco, níveis de liquido do automóvel
pouring changing car engine oil

Trocar demasiado cedo não faz melhor ao motor, faz é pior à carteira.

Moral da história: segue o manual do teu carro, não a placa genérica da bomba ou do stand.

4. “Meter o carro em ponto morto a descer poupa combustível”

Parece lógico: se o carro vai embalado, sem acelarar, deve gastar menos, certo?
Errado pelo menos nos carros modernos. Quando vais engrenado (em velocidade) e tiras o pé do acelerador, a centralina corta quase totalmente o combustível. Se metes ponto morto, o motor tem de continuar a injetar gasolina para se manter a trabalhar ao ralenti.

Resultado: não poupas e ficas com menos controlo sobre o carro. Nem é grande ideia em termos de segurança.

5. “Desligar o ar condicionado reduz SEMPRE o consumo”

Depende. O mito diz: AC ligado = mais esforço no motor = mais consumo.

Mas em velocidades baixas, andar com os vidros abertos até pode ser mais eficiente.

Em autoestrada, com os vidros todos escancarados, o carro ganha imenso arrasto aerodinâmico e o consumo sobe.

ar-condicionado deixa de arrefecer, ar condicionado não dá frio

Ou seja:

– Cidade: podes desligar o AC e baixar os vidros, se suportares o calor.
– Estrada/autoestrada: muitas vezes é melhor ter AC ligado e vidros fechados do que parecer um paraquedas.

6. “Encher os pneus até ao máximo PSI dá estouro”

Entretanto nos pneus está escrito um valor de pressão máxima. Assim daí nasceu a ideia: “se chegares lá, arriscas um rebentamento”.

Na prática:

O valor do flanco é a pressão máxima para a carga máxima e assim o pneu rebenta muito acima disso.

Agora: não é por isso que deves andar sempre no limite.

Entretanto pneus demasiado cheios desgastam mais no centro e pioram o conforto e a aderência.

O que interessa mesmo é: seguir o valor recomendado pelo fabricante do carro (normalmente na porta ou no manual).

7. “Carros elétricos ardem mais do que os a gasolina”

Os vídeos de elétricos a arder fazem sempre manchetes e sim, baterias em chamas são mais difíceis de apagar.

Mas em termos de probabilidade:

Os dados de países que registam estes casos mostram que os carros a combustão têm muito mais fogos por número de veículos do que elétricos.

O que muda é que, quando um elétrico arde, a operação dos bombeiros é mais complexa e chama mais atenção.

Conclusão: o risco existe (como em qualquer carro), mas não é maior só por ser elétrico.

8. “Andar sempre quase na reserva não faz mal”

Má ideia. Quando estás constantemente a deixar o ponteiro colado à reserva e a “ver até onde aguenta” estás a castigar a bomba de combustível (que é arrefecida pelo próprio combustível) e a aumentar o risco de puxar porcaria do fundo do depósito para o sistema.

Não precisas de andar sempre cheio até cima, mas:

Reabastecer quando estás a 1/4 de depósito é muito mais saudável para o carro.

9. “O melhor carro usado é o que tem menos quilómetros”

“Poucos quilómetros, está novo!” – nem sempre.

Coisas a ter em conta:

Um carro com quilometragem muito baixa mas muitos anos pode ter passado a vida parada e isso pode significar problemas em borrachas, vedantes, filtros, bateria, etc.

Entretanto em motores diesel, muitos trajetos curtinhos e pouca autoestrada podem dar dores de cabeça com o filtro de partículas.

Assim mais importante do que só ver o número no conta-quilómetros é:

  • Histórico de manutenção,
  • Tipo de uso,
  • Inspeções,
  • E, claro, estado geral.
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Bruno Fonseca
Bruno Fonseca
Fundador da Leak, estreou-se no online em 1999 quando criou a CDRW.co.pt. Deu os primeiros passos no mundo da tecnologia com o Spectrum 48K e nunca mais largou os computadores. É viciado em telemóveis, tablets e gadgets.

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