O topo dos smartwatches Ă©, muito provavelmente, o Apple Watch Ultra. Claro que entretanto jĂĄ temos alternativas como o Galaxy Watch Ultra da Samsung ou o Watch Ultimate da Huawei. Mas se hĂĄ relĂłgio inteligente premium reconhecĂvel na rua, Ă© sem dĂșvida o da Apple, seja qual for a versĂŁo deste relĂłgio que vejas.
AliĂĄs, esse Ă© o propĂłsito deste artigo: para quĂȘ comprar um Ultra novo se sĂŁo sempre exatamente iguais?
Comprar um Apple Watch Ultra 3? Para quĂȘ? Faz sentido?

A Apple foi mestra em criar uma imagem de estatuto Ă volta do iPhone e dos produtos que o rodeiam, como os AirPods. PorĂ©m, apesar do facto de os AirPods terem mudado o mercado, e de serem os buds mais reconhecidos Ă face da terra, Ă© talvez no Apple Watch que esse âselo de estatutoâ Ă© mais evidente. Especialmente na versĂŁo Ultra, que custa perto dos 1000⏠em Portugal.
O problema é que, depois do primeiro sucesso, a Apple decidiu mudar quase nada. O Ultra 2 trouxe gestos e um chip um pouco mais råpido. O Ultra 3 voltou ao mesmo truque: um bocadinho maior, construção ligeiramente melhor, brilho mais alto e pouco mais.
Assim, enquanto no iPhone ainda hå formas de diferenciar modelos, como a disposição das cùmaras ou novos acabamentos. No Apple Watch Ultra a história é outra. São todos iguais! Ou com diferenças que apenas são evidentes à lupa.
O resultado?
Se tiveres um Apple Watch Ultra de primeira geração, que hoje jĂĄ se encontra por 200 ou 300⏠em mercados paralelos, vais continuar a passar como cliente âpremiumâ da Apple sem que ninguĂ©m note a diferença.
Ou seja, a Apple criou um produto que Ă© sĂmbolo de estatuto, mas que nĂŁo evolui de forma visĂvel. E isso levanta a grande questĂŁo: faz sentido gastar quase 1000⏠num Ultra novo, quando o mais barato te dĂĄ exatamente o mesmo impacto social, e de facto, 99.99% das funcionalidades que realmente interessam?
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