O iPhone 17 ainda nem chegou às prateleiras, mas os olhares já começam a focar naquilo que vem a seguir. O que desta vez até faz algum sentido, visto que a Apple está a planear mudar um pouco a sua estratégia.
A Apple prepara-se para dar um salto importante em 2026.
Pela primeira vez desde 2023, vamos ter um chip de 2 nm no mercado mobile, cortesia da TSMC. Mas, mais do que a litografia, a verdadeira mudança está na forma como a Apple está a gerir os seus processadores.
Ou seja, já com o iPhone 17, vimos nascer uma estratégia nova: um chip base e duas variantes Pro. O A19 foi usado no iPhone 17 normal, enquanto os A19 Pro apareceram em duas versões (uma mais limitada no iPhone Air, outra completa nos iPhone 17 Pro e Pro Max).
Como a Apple diferencia os chips?
O truque da Apple chama-se chip binning, e não é um truque apenas e só da Apple.
Ou seja, pega no mesmo chip, desativa uma parte (neste caso, núcleos de GPU) e vende-o como se fosse um processador diferente. Assim, cria diferenciação entre modelos sem precisar de desenvolver designs separados. Também é capaz de aproveitar chips que possivelmente não seriam capazes de dar vida a um iPhone Pro, o que é bom para as contas bancárias da gigante Norte-Americana.
- A19 (iPhone 17) – CPU de 6 núcleos + GPU de 5 núcleos
- A19 Pro (iPhone Air) – CPU de 6 núcleos + GPU de 5 núcleos
- A19 Pro (iPhone 17 Pro/Pro Max) – CPU de 6 núcleos + GPU de 6 núcleos
Na prática, todos os chips são quase iguais, mas a Apple gera uma hierarquia artificial entre gamas.
O que esperar do iPhone 18 e do A20?
Se a estratégia se repetir, e tudo indica que sim. Vamos ter três chips A20:
- iPhone Air 2 – A20 (CPU de 6 núcleos, GPU de 5 núcleos)
- iPhone 18 Pro e Pro Max – A20 Pro (CPU de 6 núcleos, GPU de 6 núcleos)
- iPhone Fold (primeiro dobrável da Apple) – A20 Pro (provavelmente a versão mais otimizada)
Mas há aqui um ponto que pode dar polémica, mas que também faz algum sentido.
Ou seja, segundo alguns rumores, em 2026 a Apple vai abandonar o iPhone base. Trocando-o pelo primeiro iPhone dobrável. Ou seja, a linha ficaria composta pelo Air, Pro, Pro Max e Fold, e claro, o modelo ‘e’. Ter um iPhone a sério fica assim mais caro.
O futuro da Apple e da estratégia “Pro para todos”
Se olharmos para o caminho que a Apple já fez com o iPhone 17, faz todo o sentido pensar que esta filosofia vai chegar também aos chips M usados em Macs e iPads. A marca pode multiplicar artificialmente gamas e manter os preços elevados, mesmo quando a diferença real entre modelos é mínima.
É uma jogada inteligente do ponto de vista de negócio, mas do lado do consumidor deixa sempre aquela sensação: estamos a pagar mais por menos diferenças reais.
Veremos se resulta.









