Com a aproximação do lançamento do Pixel 10, nomeadamente as versões Pro e Pro XL, e isto numa altura em que a Google se assume como uma das fabricantes chave no mundo mobile, começam a surgir os inevitáveis benchmarks, e claro, logo aparecem as críticas.
Isto porque, apesar de ser cada vez mais uma figura de destaque dentro do ecossistema Android, e de facto, uma das maiores rivais à Apple, os números baixos, e alegados desempenho fraco em comparação com a concorrência, faz com que muitos entusiastas olhem de lado para os smartphones Google Pixel.
Mas a pergunta é simples: quantos utilizadores vão realmente sentir esses números no dia a dia?
Benchmarks não dizem tudo! O que importa num smartphone?
Pessoalmente, não costumo fazer benchmarks nos meus testes, porque acho que já não correspondem à realidade. Pelo menos não à realidade de 99% da população que de facto possa estar interessada em dado produto.
Isto porque, a verdade é que a esmagadora maioria das pessoas não vai chegar ao limite teórico daquilo que um smartphone consegue dar. Aliás, este mesmo limite, que tanto se explora em testes sintéticos (benchmarks), não é sequer atingível no uso diário, nem pelo maior dos entusiastas.
As fabricantes sabem que as pessoas gostam muito de instalar o 3DMark, AnTuTu e GeekBench, e como tal, muitas delas têm modos especiais para puxar o SoC ao máximo. Um “puxanço” que pura e simplesmente não se repete no uso diário.
Dito tudo isto, mesmo que o nível de performance teórico de um qualquer smartphone seja ligeiramente mais baixo que outros topos de gama, como é o caso dos Pixel contra qualquer Samsung ou iPhone dentro da mesma geração. A realidade é… Isso não interessa! Há várias gerações que a performance não é um problema no mundo mobile. Por isso, quando há um lançamento, e o porta-voz da fabricante sobe a um palco para dizer que o processador é 10% mais poderoso… Pah… O impacto costuma ser zero.
Os smartphones modernos já não dependem desses aumentos de performance, mas sim do software que lhes dá vida.
Mais importante que isso…
A grande maioria das pessoas, que o smartphone para navegar na internet, WhatsApp, chamadas, redes sociais, tirar e partilhar fotos, e pouco mais. Qualquer smartphone atual de gama média já é mais do que suficiente para o uso de 99.9% das pessoas. Até contra mim falo, que sou exigente, mas sei muito bem que qualquer gama-média dava para o gasto.
Nestes casos, o que conta é a fluidez do software, a qualidade do ecrã, a câmara e a autonomia.
Claro que os benchmarks não são totalmente irrelevantes.
O nível de performance imediato já não interessa o que interessava. Mas, valores elevados podem significar que o aparelho vai durar muito tempo. Ou seja, se quiser comprar algo para durar, pode fazer sentido comprar algo com valores mais elevados, porque vai ser mais capaz de lidar com a evolução do Sistema Operativos e apps.
Mas, aqui também é necessário ter em conta que os smartphones Pixel, apesar de não terem os melhores benchmarks, têm uma versão limpa do Android, e têm suporte oficial durante 7 anos. É difícil bater isto.
Conclusão
No fim, a lição é gira e faz todo o sentido.
Se só quer um smartphone rápido e fiável para tarefas normais, não precisa gastar 1200 euros num Pixel ou num iPhone. Um bom modelo de gama média já chega. Agora, se exige longevidade, jogos pesados, gravação de vídeo 4K ou 8K e desempenho consistente durante anos, aí sim, o hardware conta e os benchmarks ajudam a separar o marketing da realidade.






