2025 foi mais um daqueles anos estranhos no mundo da tecnologia. Muita conversa sobre IA, robôs humanoides, promessas de futuro… Mas, também foi o ano em que várias ideias, produtos e conceitos simplesmente não passaram de 2025 para 2026.
5 tecnologias que morreram em 2025 e já ninguém se lembra
Estamos a falar de algumas coisas que morreram porque não tinham utilidade, outras porque chegaram cedo de mais, e claro, outras porque as próprias marcas decidiram puxar-lhes o tapete.
Aqui ficam alguns dos “falecimentos” tecnológicos mais curiosos do ano passado.
Adeus definitivo ao botão Home do iPhone

Era inevitável, mas mesmo assim custa um bocadinho. Afinal de contas, na opinião de muitos, o botão que dava vida ao Touch ID sempre foi superior ao Face ID.
Em 2025, a Apple acabou de vez com o último iPhone que ainda tinha botão físico frontal. O iPhone SE saiu de cena e, com ele, desapareceu o icónico botão Home que marcou uma geração inteira de utilizadores.
Foi um símbolo durante anos. Simples, funcional, intuitivo. Mas o mercado mudou, o design mudou, e a Apple decidiu que não havia espaço para nostalgia.
O Touch ID não morreu totalmente, atenção. Continua em alguns iPad e Mac, e tudo indica que vai regressar num formato lateral no futuro iPhone Fold. Mas o botão frontal clássico… esse acabou mesmo.
Humane AI Pin. A grande promessa que falhou

O Humane AI Pin era suposto ser “o futuro pós-smartphone”. Um pequeno dispositivo com IA, preso à roupa, capaz de substituir o telemóvel.
Na prática? Era lento, caro, aquecia demais e fazia pouco do que prometia.
Lançado em 2024, foi criticado desde o primeiro dia. Em 2025, o produto foi descontinuado e, pior ainda, deixou de funcionar por completo. Quem comprou ficou com um pisa papéis.
A Humane acabou por ser absorvida pela HP, que ficou com software, patentes e talento. A ideia pode não estar morta para sempre, mas este produto específico ficou como exemplo clássico de tecnologia “à frente do seu tempo”… mas mal executada.
Colunas Bose SoundTouch ficaram… mudas
Aqui a morte foi silenciosa, mas dolorosa.
A Bose decidiu cortar o suporte cloud às colunas SoundTouch, o que matou funcionalidades essenciais como streaming direto e reprodução multi-divisão. Colunas caras, vendidas como premium, perderam grande parte do que as tornava especiais.
Continuam a funcionar via Bluetooth e cabo, sim. Mas isso não era o que justificava o preço.
Este caso voltou a levantar uma discussão cada vez mais importante… Quando compras hardware dependente de cloud, estás a comprar algo temporário.
Nintendo 3DS despede-se… de vez

A Nintendo 3DS já tinha sido oficialmente descontinuada há anos. A eShop fechou, os serviços online também. Mas havia um último sítio onde a consola ainda “vivia”: o Museu do Louvre, em Paris.
Durante anos, a 3DS foi usada como guia interativo no museu. Em 2025, essa utilização terminou. O Louvre passou para uma app moderna, e a consola portátil da Nintendo ficou sem qualquer função relevante.
Treze anos depois do seu lançamento, podemos finalmente dizer que a Nintendo 3DS morreu mesmo. Sem a honra de um grande funeral, mas com uma carreira respeitável.
O fim do Blue Screen of Death
Talvez a “morte” mais simbólica da lista.
Em 2025, a Microsoft decidiu acabar com o famoso e temido Blue Screen of Death. Aquele ecrã azul que anunciava, sem piedade, que algo tinha corrido muito mal no teu PC.
Agora, os erros críticos continuam a existir… mas aparecem num ecrã preto, muito mais discreto, quase tímido.
Tecnicamente, nada mudou. Mas emocionalmente? O impacto já não é o mesmo.
Tecnologia também morre. E rápido.
Estas mortes mostram uma coisa simples. Nem tudo sobrevive só porque é tecnológico.
Alguns produtos morrem porque o mercado não quer. Outros porque as marcas desistem.
E outros porque o mundo simplesmente anda mais depressa do que eles.
2026 já começou com novas promessas. Agora é tentar perceber se estão para durar.

