5 clássicos que fazem falta na SNES Classic

Escolhemos alguns jogos extremamente bons que poderiam estar na SNES Classic

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SNES Classic

No Reino Unido já esgotou e prevê-se um sucesso desmesurado, ao nível da anterior NES Classic. Sim, falamos da nova SNES Classic. Dois comandos, 21 jogos do melhor que já se fez na indústria. E perguntam vós: mas quão bons são? Vou só citar quatro: Super Mario World, Super Metroid, Legend of Zelda: A Link to the Past, Final Fantasy VI (III para os americanos).

Como é óbvio, numa consola com tanta história, é normal que escapem alguns títulos. Afinal, precisávamos de espaço para quatro (!) jogos do Mario. Para começar, aqui fica a lista dos jogos que estarão na SNES Classic:

  • Contra III: The Alien Wars 
  • Donkey Kong Country 
  • EarthBound 
  • Final Fantasy III 
  • F-ZERO 
  • Kirby Super Star 
  • Kirby’s Dream Course 
  • The Legend of Zelda: A Link to the Past 
  • Mega Man X 
  • Secret of Mana 
  • Star Fox 
  • Star Fox 2 
  • Street Fighter II Turbo: Hyper Fighting 
  • Super Castlevania IV 
  • Super Ghouls ’n Ghosts 
  • Super Mario Kart 
  • Super Mario RPG: Legend of the Seven Stars 
  • Super Mario World 
  • Super Metroid 
  • Super Punch-Out!! 
  • Yoshi’s Island

Chrono Trigger

Capa da versão SNES de Chrono Trigger - SNES Classic

Arte por Akira Toriyama, criador de Dragon Ball

 

 

 

 

 

 

 

Chrono Trigger é, provavelmente, o maior ausente da SNES Classic. Lançado em 1995, é considerado pela crítica (92% no MetaCritic) como o epítomo dos JRPGs. E não é difícil perceber porquê. Foi desenvolvido por uma Dream Team composta por Hironobu Sakaguchi (Final Fantasy), Yuji Horii (Dragon Quest) e Akira Toriyama (Dragon Ball). A história é basicamente uma gigantesca epopeia com viagens no tempo para salvar o planeta duma catástrofe eminente.

A jogabilidade, apesar de ser por turnos, foi revolucionária para a época. Era possível criar golpes em conjunto com os membros da equipa. Os inimigos apareciam no ecrã, cabendo-nos a escolha de entrarmos em combate ou fugirmos. Ah, e já falei dos finais alternativos e side-quests focadas no desenvolvimento da história das personagens secundárias?

Infelizmente, a SNES Classic está já recheada de JRPG’s, pelo que se percebe a ausência. Podemos dar-nos ao luxo de escolher Chrono e deixar de fora clássicos como Final Fantasy IV, Star Ocean ou Tales of Phantasia. Para além disso, Chrono Trigger tem a sua versão definitiva para a Nintendo DS. Não deixamos de lamentar, porque é realmente um jogo imperdível.

Teenage Mutant Ninja Turtles: Turtles in Time

Capa de Teenage Mutant Ninja Turtles: Turtles in Time - SNES Classic

Kowabunga!

Hoje em dia, já não têm o mesmo impacto. Mas para quem cresceu entre as décadas de 80 e 90, as Tartarugas Ninja eram um ícone de tudo o que era cool. Os jogos eram também um baluarte desta experiência – tanto para a Mega Drive como para a SNES. O melhor exemplo é Turtles in Time para a SNES. A jogabilidade era como qualquer beat’em up: vários inimigos no ecrã, dos quais nos livrávamos com uma das quatro tartarugas.

Todas tinham armas diferentes, com estilos distintos de jogabilidade. Raphael usava as suas nunchaku para combate corpo-a-corpo, Michaelangelo as maracas, Leonardo a katana e Donatello o seu bastão de madeira. Os níveis eram extremamente variados, com cenários repletos de cor – mas também com os vilões da série. Rocksteady, Bebop, Shredder e Krang marcam presença como antagonistas de Turtles in Time.

Podia ter avançado com Final Fight da Capcom mas este título é mais leve e, na sua gênese, bem mais diverso e evoluído. Sendo que a lista para a SNES Classic não conta com qualquer beat’em up, é uma falha que custa a engolir.

Earthworm Jim 2

Capa de Earthworm Jim 2, para a SNES - SNES Classic

Groooovy!

Na guerra das mascotes, tínhamos Sonic pela Sega versus Mario pela Nintendo. Jogos de plataformas de excelência, sem dúvida. Mas não eram os únicos. A meio da década de 90 surgiu a saga Earthworm Jim – sendo a sequela uma das experiências mais trippy de toda a biblioteca da SNES.

Só para terem uma noção, o jogo é sobre uma minhoca alien que cai dentro dum fato com super-poderes. A partir daí tem que utilizar a sua pistola para lutar contra diversos vilões. E vacas. E peixes mafiosos dentro de aquários. E cães que se transformam quando não comem.

Tudo, ao som duma banda-sonora criada por Tommy Tallarico (do Video Games Live) que… Bem, desde traviatas à Fur Elise, de Beethoven. Epá, é das melhores bandas-sonoras que podem encontrar num jogo da SNES. E numa geração digital, propensa ao tipo de humor que Earthworm Jim trouxe, é uma falha enorme não estar presente na colectania da SNES Classic.

(não aguento – vão ouvir a banda-sonora. É do caraças.)

Ultimate Mortal Kombat 3

Capa de Ultimate Mortal Kombat 3, para a SNES - SNES Classic

E estes esqueletos eram a parte mais simpática.

Come over here! E a verdade é que esta frase nem precisa de ser ouvida para reconhecerem a sua origem. É extremamente icónica, porque vem duma das maiores loucuras dos anos 90 – a saga Mortal Kombat. E se foram miúdos dos 90, era obrigatório terem uma cópia em casa de um dos jogos da Midway. Escolhi Ultimate Mortal Kombat 3 porque já não tinha o sangue censurado nas consolas da Nintendo, como os anteriores. Mas também porque é a versão definitiva da trilogia deste jogo de luta.

Eram os gráficos de Mortal Kombat 3, com as personagens todas desde o primeiro jogo. A jogabilidade, embora mais simplista que outros congéneres – como Street Fighter 2 – oferecia algo que mais nenhum tinha. Sangue. Muito, muito sangue. Qualquer murro ou pontapé criava jactos de sangue.

Claro, sem mencionar as emblemáticas Fatalities. Derradeiros momentos de humilhação onde destruímos o adversário da forma mais grotesca possível. Pensando bem, percebo porque é que a Nintendo não incluiu nenhum dos jogos na SNES Classic. Embora seja uma pena gigantesca. Nas palavras de Shao Khan: Don’t make me laugh.

Super Bomberman

Super Bomberman, para a SNES - SNES Classic

O look alegre antevê a confusão que vai acontecer…

Não sabem o que é destruir amizades até estarem numa sala com os vossos amigos a jogar Super Bomberman. Principalmente se um deles vos tiver encurralado com uma das bombas de fogo cruzado. Enfim, para quem nunca jogou, trata-se do primeiro título para a SNES para até quatro jogadores ao mesmo tempo.

A ideia é andar numa arena recheada de obstáculos. Vocês e mais três amigos têm apenas um objectivo: encurralá-los com uma bomba para que, ao detonar, os expluda também. Os gráficos, apesar da temática gore, são cartoonescos, portanto acaba por ser divertido. Quase como se de um episódio dos Looney Toons se tratasse.

Claro que, sem suporte para quatro comandos ao mesmo tempo, a SNES Classic não poderá naturalmente acolher Super Bomberman. Ainda melhor. Esta nova geração está habituada a headshots no conforto do sofá, sozinhos. Se tivessem que estar frente-a-frente com o amigo que lhes faria o teabag, podia acabar mal. Em lágrimas ou assim.

Conclusão

Atenção que isto não é para criticar a Nintendo. De forma alguma. A SNES tem uma das bibliotecas mais impressionantes de sempre. Era difícil incluir todos os clássicos e o facto destes terem ficado de fora só atesta a qualidade sem par dos jogos à escolha. A SNES Classic estará à venda a partir de 29 de Setembro e, se forem como eu, já a pré-reservaram.

Sim, porque não vou correr o risco da NES Classic. Não com estes jogos. Agora se me desculparem, tenho uma OST para ouvir (Tommy Tallarico… Que obra-prima!).

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Carlos Duarte

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