Como já seria de imaginar, os carros autónomos e os robôs do futuro vão precisar de quantidades absurdas de memória RAM… e isso vai piorar ainda mais tudo tudo para o consumidor comum. Quem o diz é a Micron, uma das gigantes do mundo da memória.
300GB de RAM num carro? Sim, leste bem.
Pode parecer estranho, mas segundo o CEO da Micron, Sanjay Mehrotra, os carros totalmente autónomos vão precisar de 300GB de DRAM ou mais que isso, para funcionar como deve ser.
Para teres uma ideia, os carros atuais com sistemas de assistência à condução ficam-se pelos 16GB de RAM.
Ou seja, estamos a falar de um salto completamente absurdo.
Mas porquê tanta memória?
A resposta é simples. Inteligência artificial. Os carros do futuro não vão apenas ajudar a conduzir. Vão tomar decisões em tempo real, interpretar o ambiente, analisar sensores, câmaras, radares e lidar com cenários complexos sem intervenção humana. Além disso, vão também comunicar com todos os carros à volta.
Especialmente nos níveis mais avançados de autonomia:
- Nível 3: o carro conduz em certas situações, mas o condutor tem de estar pronto
- Nível 4: o carro conduz sozinho em ambientes específicos
- Nível 5: autonomia total, sem condutor
É precisamente no Nível 4 que entram estes requisitos de mais de 300GB de RAM. Ou seja, o nível 5 até pode vir a ser mais exigente.
E não são só os carros
Os robôs também entram nesta equação.
Segundo a Micron, estamos à porta de um crescimento de 20 anos no setor da robótica. E como estes sistemas também vão ser alimentados por IA, vão exigir plataformas semelhantes às dos carros autónomos.
Resultado? Mais pressão no mercado de memória.
Isto é péssimo para quem quer comprar RAM
Se já achavas que a RAM estava cara… prepara-te. Com carros autónomos, robôs e centros de dados de IA a consumir quantidades gigantes de memória, a procura vai continuar a disparar.
E quando a procura sobe… os preços fazem o mesmo.
Aliás, os números da própria Micron dizem tudo. A empresa quase triplicou receitas num ano, passando de cerca de 8 mil milhões para quase 24 mil milhões de dólares.
E o lucro? Subiu mais de 700%.
Conclusão
A corrida à inteligência artificial não está só a mudar software. Está a mudar completamente o hardware… e os preços.
Começa a ficar a ideia de que comprar hardware vai ser mesmo coisa de rico.








