O mundo automóvel anda muito agitado, especialmente devido à cada vez mais inegável invasão de marcas Chinesas. Mas, 2025 não foi um ano qualquer para o Grupo Renault. Foi um ano de afirmação, de viragem e, acima de tudo, de aceleração clara rumo ao futuro.
Fui a muitos eventos, testei muitos carros ao longo deste ano. Mas, se há marca automóvel que se nota cheia de confiança, é a Renault.
2025 foi o ano em que a Renault carregou no acelerador!

O destaque maior vai, sem grande discussão, para o Renault 5 E-Tech, eleito Carro do Ano. Um dos elétricos mais consensuais que alguma vez se viu no mundo automóvel.
Nunca vi uma review negativa ao pequeno elétrico da gigante Francesa. Isto porque, é um modelo que não vive apenas de nostalgia. Conseguiu provar que é possível pegar num ícone do passado e transformá-lo num elétrico moderno, relevante e desejável. Conduzi o R5 no Mónaco, e entre Ferraris, Lambos, etc… As pessoas olhavam apenas e só para o Renault 5. Um absurdo.
Aliás, é um automóvel que foi contra os primórdios dos carros elétricos. Em que as fabricantes caprichavam em designs demasiado modernos, que depois acabavam quase sempre por passar ao lado do consumidor.
Mas não foi caso único.

O regresso do Renault 4 mostrou que a marca percebeu que a herança pode ser uma vantagem competitiva, desde que seja bem reinterpretada. Além deste, o novo Twingo, bem como o renovado Clio reforçam essa ideia de renovação contínua, sem perder identidade.

O Twingo também promete mexer com o mercado, ao aparecer à volta dos 20 mil euros. Não acredito que seja um outro sucesso como foi o R5. Até porque o R4 também não foi. Mas pode ser muito interessante para mercados onde o citadino manda.
Do lado da Dacia, a estratégia passou por consolidar e atualizar uma gama que continua a vender muito bem, mantendo preços controlados num mercado cada vez mais inflacionado. Aqui temos obrigatoriamente de olhar para o Duster, que é uma das melhores propostas para quem quer um carro para ir do Ponto A para o Ponto B, hoje em dia com muita qualidade à mistura.

Já a Alpine, apesar de apostas estranhas, e ainda muito afastadas do mundo real, é inegável que depois do Alpine A290, o novo Alpine A390 pode mudar o jogo no segmento Premium.
A verdade é só uma, entre as fabricantes tradicionais, a Renault é aquela que mais ambição, e inovação, tem vindo a demonstrar. Agora resta saber se 2026 significa uma continuação, ou se a saída do CEO vai mudar novamente tudo.

