Sempre que instalas o Windows de raiz, há uma sensação estranha. Tens um sistema novo, rápido, limpo… mas, ainda assim, cheio de coisas que nunca pediste. Isto tem um nome, e é um clássico do mundo do software.
Bloatware.
Ou seja, entre apps redundantes, web wrappers disfarçados de aplicações nativas e software que vive à custa de anúncios, há muita coisa que só está ali a ocupar espaço, RAM e paciência.
Vamos ao que interessa?
1. Microsoft Solitaire Collection
Até o mítico Solitário agora é um festival de anúncios. Publicidade lateral, publicidade em ecrã inteiro e, se quiseres jogar em fullscreen, pagas subscrição.
Sim, leste bem.
Infelizmente, para um jogo que sempre foi gratuito no Windows, isto é simplesmente absurdo. Na verdade, se queres passar o tempo, há dezenas de alternativas grátis e menos intrusivas.
2. Microsoft News e Weather
Estas duas apps são basicamente atalhos glorificados para o MSN.
Assim, são lentas, pesadas e hoje já estão integradas no próprio Windows via widgets na barra de tarefas. Ou seja, tornam-se redundantes.
Correm um motor de browser em background só para mostrar notícias e meteorologia. Desinstalar é lei.
3. Novo Outlook
Entretanto, o novo Outlook deixou de ser uma app nativa para se tornar num web wrapper. Usa WebView2, consome mais memória e ainda mistura anúncios disfarçados de emails.
Além disso, perdeu funcionalidades que a antiga app Mail tinha. Caixa unificada decente? Nem por isso. Notificações fiáveis? Nem sempre.
Se não usas Microsoft 365, não faz sentido manter isto instalado.
4. Microsoft 365 Copilot
Antes de mais nada, a confusão começa no nome.
Existe o Copilot, existe o Microsoft 365 Copilot, existe a antiga app Office rebatizada. Tudo misturado. Tudo a “mamar” recursos.
Se não pagas Microsoft 365, a app é basicamente um atalho para versões web de Word e Excel. E ainda decide arrancar com o Windows sem pedires. Mais RAM ocupada, mais ruído, pouca utilidade.
5. Xbox App
Esta é fácil. Ou seja, se não usas Game Pass, esta app não te serve para nada.
É um launcher de jogos que só faz sentido dentro do ecossistema Xbox. Para a maioria dos utilizadores, é mais uma app pré-instalada que nunca vai ser aberta.
6. Xbox Game Bar
Mesmo que não sejas gamer, basta carregares sem querer em Win + G e já tens processos extra a correr.
FPS, gravação, chat social. Tudo irrelevante se não jogas no PC.
Desativar é o mínimo.
7. Media Player
Funciona? Sim. É limitado? Também. Faz sentido em 2026? Nem por isso.
Suporte de codecs é fraco quando comparado com alternativas como VLC media player. Não suporta alguns formatos modernos e fica rapidamente aquém para quem lida com ficheiros variados.
Se alguma vez abriste um vídeo e o Windows disse que não suporta o formato, já sabes porquê.
8. Antivírus de terceiros como Norton ou McAfee
Muitos PCs vêm com versões trial de Norton Antivirus ou McAfee. É desinstalar na HORA.
O Microsoft Defender já vem incluído no Windows e é mais do que suficiente para a maioria das pessoas, desde que uses o cérebro e não cliques em tudo o que mexe.
9. Microsoft Clipchamp
Editor de vídeo básico, cheio de limitações na versão gratuita e com exportações lentas.
Ou seja, se não editas vídeo regularmente, não precisas disto. Se editas, há alternativas muito mais poderosas e gratuitas.
10. Microsoft To Do
Integra bem com Outlook e Teams, mas é limitado.
Pesquisa fraca, poucas funcionalidades avançadas e menos flexível que alternativas dedicadas.
Se a tua empresa não depende disto, há opções melhores.
11. Movies & TV
Era uma loja digital. Já não é. Hoje serve apenas para veres conteúdo que já compraste no passado. Não permite novas compras, não evoluiu e ficou para trás.
Assim, se nunca usaste, apaga.
12. Maps
Estranho? Sim. Curiosamente ainda existe em muitos PCs antigos. E já nem funciona.
Foi descontinuada e o próprio Windows praticamente sugere que a desinstales. É um resquício da era Windows Phone que ficou perdido no sistema.
Conclusão
Em suma, o Windows continua a ser um excelente sistema operativo. Mas vem carregado de apps desnecessárias que só ocupam recursos e poluem a experiência. No fundo, é a imagem da Microsoft, que vai metendo, e retirando, mas por vezes ficam coisas para trás, esquecidas.








