Review Huawei Nova, brilhante sedutor

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O Huawei Nova é uma excelente ideia: pegamos num estilo reconhecível, acrescentamos hardware sólido e juntamos qualidade de construção de topo.

O resultado é um dos mais bonitos e capazes dispositivos de 2016, trazendo para a sua gama de preço uma combinação de características difíceis de igualar, e uma aposta na qualidade que é rara hoje em dia.

De facto, sem ser um bólide de alta gama, o Huawei Nova é um reflexo da capacidade industrial da Huawei. Poucas marcas teriam a capacidade de engenharia para criar este dispositivo, numa investida tão agressiva na gama média. O Huawei Nova é um processador sólido e componentes de elevada qualidade, embrulhado numa embalagem de design avançado. O que há para não gostar nesta opção?

Vamos lá descobrir o que o Huawei Nova nos oferece por 400€.

 

Na caixa

O Huawei Nova apresenta-se numa caixa simples e todavia elegante, com os acentos azul-metalizado.

Aqui não há muito a destacar. No nosso sample tínhamos apenas um cabo e um carregador rápido, além da chave para a ranhura do cartão SIM. A caixa mais pequena onde supostamente viria o livro de instruções encontrava-se vazia, algo que entretanto entendemos ser normal, mas não corresponde à caixa dos dispositivos de mercado.

Entretanto também encontrarão os auriculares que já são típicos da Huawei e que fornecem um som forte e equilibrado, apesar da tendência para saírem dos ouvidos devido à sua superfície macia.

 

Características principais

O Huawei Nova é dos smartphones mais finos e ergonómicos no mercado.

O Huawei Nova é dos smartphones mais finos e ergonómicos no mercado.

O Huawei Nova pode ser definido como um smartphone compacto, com ecrã de 5 polegadas IPS LCS e resolução FHD. E não estamos a brincar: com dimensões de 141,2 x 69,1 x 7.1mm, o Huawei Nova é dos mais compactos dispositivos na sua gama de ecrã, com uma espessura quase 1mm mais fina que dispositivos comparáveis, como o Sony Xperia X, BQ Aquaris U Plus ou o Nubia Z11 Mini.

O processador é um Snapdragon 625 com 3GB de RAM e 32GB de armazenamento interno expansível, via MicroSD. Como é já tradicional na Huawei, está expansão faz-se à custa do segundo SIM.

O processador é um octa-core a 2GHz, com oito núcleos Cortex-A53 que oferecem excelentes relações performance/economia energética. Apesar de ser um processador de gama média, este não é um factor que deva intimidar: na nossa experiência, esta classe de processadores da Qualcomm é mais do que suficiente para uma utilização folgada.

Já a gráfica Adreno 506 deverá ser das melhores na sua classe.

Quanto a câmaras, estamos bem servidos com o que já é uma combinação normal na Huawei, com uma câmara frontal de 8MP e uma câmara principal de 12MP.

De destaque é a capacidade para captura de vídeo 4K a 30fps, toda uma raridade no segmento.

Obviamente presente, o leitor de impressões digitais da Huawei é uma excelente implementação, com diversas funções configuráveis, e uma capacidade ímpar para desbloquear rapidamente o ecrã.

O Huawei Nova adopta mais uma vez o padrão USB-C, mas mantém o jack 3.5mm. O som do altifalante é estritamente mono, mas a presença do DTS Headphone:X marca a diferença, como veremos mais à frente.

De destacar que o Huawei Nova vem com carregamento rápido, algo que permitirá carregar a bateria generosa em pouco mais de uma hora.

  • Processador: Qualcomm Snapdragon 625 @2.0GHz
  • Gráfica: Adreno 506
  • Memória: 3GB de RAM e 32GB de armazenamento
  • Ecrã: LCD 5 polegadas FHD
  • Câmara principal: 12MP, foco por detecção de fases, flash LED, vídeo 4K
  • Câmara frontal: 8MP
  • Bateria: 3020mAh
  • Leitor de impressões digitais: sim
  • Memória expansível: sim
  • Dual SIM: sim
  • Rádio: sim

Design, construção e ergonomia

O Huawei Nova relembra-nos do Nexus 6P, mas as linhas compactas servem ainda melhor a sua estética.

O Huawei Nova relembra-nos do Nexus 6P, mas as linhas compactas servem ainda melhor a sua estética.

Não há volta a dar, e duas coisas se destacam no Huawei Nova: o estilo Nexus e a qualidade surpreendente dos acabamentos do dispositivo.

Atrás, as formas são arredondadas para as laterais, dando ao Nova uma espessura visual ainda mais fina do que a realidade, apesar deste ser dos terminais mais finos neste segmento de preço. O acabamento da pintura é algo que deve ser apreciado em direito próprio, já que tem uma certa natureza iridescente, com amplas nuances lilazes e azuis conforme a luz que aí incide.

O módulo fotográfico esconde-se atrás da linha de vidro preta que, inteligentemente, também serve de recorte no metal para melhorar a recepção das antenas do dispositivo. O sensor de impressões digitais está logo abaixo, enquanto o lado direito concentra as teclas de bloqueio e volume. Em alguns modelos, esta faixa de vidro será branca, mas quanto ao autor, o preto é a cor que lhe serve melhor.

Os orifícios do altifalante encontram-se na base, à direita da porta USB-C.

Nas várias semanas que pudemos dispor do terminal, nem por um momento mudou a nossa primeira impressão: o Huawei Nova é um portento de estilo e classe. Com as suas dimensões compactas, as linhas do Nexus foram aqui refinadas, homogeneizadas, e polidas, adaptando-se bem à mão, sem pontos ríspidos ou desconforto.

Não nos enganemos: na faixa dos 400€ exige-se qualidade, e muitos outros dispositivos possuem-na. O que separa o Nova da concorrência é o não jogar pelo seguro com formas bem acabadas, mas simples.

Pelo contrário, o Huawei Nova exibe curvas discretas em todos os ângulos: o ecrã é vidro 2.5D, os contornos de metal são em arco com chanfra discreta, dando lugar suavemente à traseira ligeiramente abobadada de que já falamos. O Nova não se resigna, portanto, a ser apenas mais um ecrã. Antes, o ecrã é utilitário e não domina o design, mas integra-se nele. De resto, os diferentes elementos integram-se uns nos outros com uma elegância difícil de encontrar neste segmento, com praticamente nenhuma folga e fissuras não maiores que um filamento de cabelo.

As curvaturas do Huawei Nova são elegantes e os acabamentos irrepreensíveis.

As curvaturas do Huawei Nova são elegantes e os acabamentos irrepreensíveis.

único desvio desta qualidade será o recorte para a antena na base traseira onde, com o passar do tempo, acabamos por nós aperceber de algumas ténues irregularidades devidas aos suportes por trás da peça de plástico.

O resultado de todo este empenho no desenho e acabamento é um terminal excepcionalmente suave de segurar, ergonómico, e confortável. O conforto é claro, mas nada ilustrará melhor a qualidade do Nova quanto a perfeita integração entre o corpo de metal e as antenas: nem um único desnível.

Para uma mão de tamanho médio, o Huawei Nova autoriza uma utilização irrepreensível com uma só mão. Para isso contribuem as linhas compactas do dispositivo e as curvaturas que permitem que a mão abrace o dispositivo.

Neste ponto restam poucas dúvidas de que o Huawei Nova é dos mais ergonómicos telemóveis no mercado.

  • A reter: o Huawei Nova mostra uma combinação quase irrepreensível de design apurado e construção refinada onde muitos concorrentes do seu preço têm de optar por uma das duas características.

Software

A EMUI é amplamente configurável. As notificações rápidas podem ser alteradas e configuradas conforme o slide seja do lado direito ou esquerdo do ecrã.

A EMUI é amplamente configurável. As notificações rápidas podem ser alteradas e configuradas conforme o slide seja do lado direito ou esquerdo do ecrã.

O Huawei Nova chega já com o Android 6.0.1. Marshmallow, e esse é um ponto a seu favor: significa um terminal actual e moderno do ponto de vista do software. Mais relevante é que a Huawei tem mantido uma boa cadência de actualizações ao dispositivo e para 2017 já está marcada a chegada do Android Nougat.

Fundamentalmente, a Huawei faz uma implementação intuitiva e repleta de funcionalidades, que autoriza uma navegação entre funções e apps de modo muito fácil.

A Emotion UI 4.1 é a melhor UI da Huawei até à chegada da EMUI 5.0 com o Android Nougat. A razão para esta afirmação reside num refinamento que abrange desde os aspectos gráficos aos menus e funcionalidades. O grafismo é simplesmente mais Android, mais leve e menos vincado.

Continuamos sem gaveta de apps e isso será um ponto negativo para muitos utilizadores que preferem os ecrãs limpos.

Por outro lado, gostamos soberbamente da capacidade de responder às SMS directamente das notificações, mas isto é apenas a ponta do icebergue.

Por exemplo, afastar dois dedos no ecrã permite aceder a apps escondidas, e um swipe para baixo no ecrã principal abre uma janela de search que permite fazer buscas por apps, contactos ou agendamentos no calendário. É simplesmente de uma enorme utilidade.

Outro pormenor útil na EMUI 4.1 é como podemos facilmente adicionar apps a directórios. Particularmente útil quando não temos gavetas, podemos concentrar apps por categoria arrastando-as umas para cima das outras. No entanto, face ao Android puro, a Huawei permite que dentro de cada directório possamos escolher múltiplos itens de uma lista para os adicionarmos. Isto facilita a movimentação de apps que não estão próximas umas das outras.

Na área das notificações, a Huawei optou por colocar as definições rápidas de um lado e as notificações do outro. Podemos alternar entre ambas com swipe lateral, e podemos configurar tudo de modo a um swipe vertical activar um ou outro item, conforme seja feito do lado esquerdo ou direito do ecrã.

Podemos continuar a personalizar a interface com equilíbrio de brancos ou download e afinamento de temas, incluindo alterações a nível das transições e animações.

Parte desta profunda personalização da UI, o leitor de impressões digitais pode ser usado para puxar as notificações, navegar entre imagens e apps, atender chamadas, desligar alarmes e capturar fotografias.

Não negligenciemos, ao mesmo tempo, o gestor do telemóvel que já é uma constante nos Huawei e que permite limpar a memória, optimizar o telemóvel ou procurar vírus. Nada de apps extras necessárias.

Portanto a responsividade da UI é excelente e leve, gerando uma experiência de utilização deliciosa. A acessibilidade é, de resto, excelente.

Isto não é dizer que é perfeita. A Huawei deixou de fora algumas personalizações que seriam fundamentais e que não são de todo um desafio para integrar.

Ponto um, tocar no ecrã para acordar é algo que tem mesmo que voltar aos Huawei.

Ponto dois, seria ideal podermos configurar a luz de notificações para não se ligar durante o carregamento. Isto é algo que fazemos durante a noite e o brilho torna-se incomodativo.

  • A reter: a EMUI 4.1 pode não ser do agrado de muitos, mas é fluída, eficaz, e com amplas possibilidades de configuração que outros dispositivos fariam bem em imitar.

 

Ecrã

Não menosprezemos o valor de um bom ecrã. Fora o usual esparramar do número de pixéis, há muito a considerar e o Huawei Nova consegue impressionar em praticamente todos os parâmetros, ficando atrás apenas dos flagships puros.

Nítido e com excelente contraste, o ecrã do Huawei nova mostra ainda louváveis ângulos de visão.

Nítido e com excelente contraste, o ecrã do Huawei nova mostra ainda louváveis ângulos de visão.

Para começar, notamos muito rapidamente alguns dos mais profundos negros em qualquer gama de preço, perfeitamente comparáveis aos de dispositivos mais caros de topo de linha.

As coisas ficam melhores a partir daí, com cores vivas, se bem que algo mornas, e uma clara capacidade para contrastes profundos que geram imagens realmente atraentes na maioria das circunstâncias. A resolução FHD num ecrã de 5 polegadas significa pixéis mais pequenos, portanto mais difíceis de iluminar eficazmente, mas a Huawei reclama 450 nits de luminosidade e isto significou um ecrã muito razoável para ler em condições de elevada iluminação.

Os ângulos de visão foram, quanto a nós, impressionantes. O Nova foi o melhor de um grupo de smartphones que possuíamos por então, incluindo topos de gama, e isso é dizer muito.

Durante o nosso ensaio não tivemos qualquer problema de sensibilidade no ecrã. A unidade respondia bem e com exactidão. Ao mesmo tempo, não há menção a que tipo de vidro cobre o ecrã, mas num uso regular ao longo de algumas semanas não notamos qualquer deterioração da superfície. Claro que não temos por hábito usar areia, lixa ou chaves no mesmo bolso em que guardamos o telemóvel.

  • A reter: surpreendentemente, o ecrã do Huawei Nova é soberbo em termos de cores e contrastes, igualando ou superando terminais bem mais caros.

 

 

Performance

O Huawei Nova chega-nos com um Snapdragon 625 com 3GB de RAM. São predicados que o colocam firmemente na gama média, e poderiam colocar em causa a sua capacidade de processamento face ao preço.

O Huawei Nova tem uma performance excelente, mas cuidado com os gráficos demasiado intensivos.

O Huawei Nova tem uma performance excelente, mas cuidado com os gráficos demasiado intensivos.

No entanto, tal não acontece e, mais uma vez, os Snapdragon da série 600 revelam-se extremamente dignos na utilização quotidiana. O sistema responde bem e as apps funcionam maioritariamente sem soluços, para uma utilização regular confortável e fluída. Animações, transições e início de apps, tudo responde de maneira honrosa para um terminal neste preço.

Apenas os gamers aficionados poderão ter aqui alguns problemas, já que onde os gráficos são mais exigentes, o terminal mostra fragilidades a nível gráfico. Em jogos como Total War: Kingdoms, com imensas animações constantemente no ecrã, foi necessário baixar os gráficos progressivamente até ao mínimo, de modo a obter fluidez máxima.

Noutras instâncias, Modern Combat ou N.O.V.A., os gráficos correm suficientemente bem para uma experiência de jogo bastante agradável, que não desilude.

É justo dizer que nesta gama de preço não encontramos muito melhor. Por vocação e desenho, o Huawei Nova só fica atrás dos topo de gama. Entretanto, a RAM dá ao utilizador suficiente folga para podermos utilizar o terminal mais a sério, com múltiplas apps abertas sem abrandamento da interface. Portanto, em utilização quotidiana sentimos que este aparelho é bastante sólido e irá exceder as expectativas da maioria dos compradores.

  • A reter: o Huawei Nova não é um terminal para quem precisa de performance bruta, mas mesmo assim revela-se um dispositivo que responde bem às solicitações dos utilizadores.

 

Câmara

A app fotográfica foi refinada e tem amplas possibilidades para fotógrafos aficionados.

A app fotográfica foi refinada e tem amplas possibilidades para fotógrafos aficionados.

Para os pesos pesados de 2016, Huawei P9 e Mate 9, a Huawei apostou na parceria com a Leica para produzir as suas melhores câmaras de sempre. Para o Huawei Nova, o mesmo não aconteceu, o que para nós é uma pena, tendo em conta os amplos argumentos que o terminal dispõe.

A câmara é, entretanto, bastante interessante. Por um lado, os 12MP são algo mais modestos que os 13MP do Huawei Mate S, revelado na IFA em 2015. É uma diferença que será muito difícil notar e plenamente compensada para muitos pela presença do vídeo 4K.

Afinal, a câmara consegue tirar excelentes fotos, com cores e contrastes equilibrados. O detalhado é razoável, embora não líder de segmento, e bem menos excepcional quanto o que observamos em equipamentos como o Huawei P9 Plus com resolução comparável.

A maior fragilidade da câmara do Huawei Nova é na baixa luminosidade, onde a sua performance cai a pique e, não só os detalhes são borrados, como o ruído se torna demasiado aparente. Um ponto a melhorar por parte da Huawei.

Em troca, temos a bordo a app já nossa bem conhecida, que autoriza um excelente controlo dos parâmetros fotográficos e controlo criativo sobre a imagem final.

O controlo manual é soberbo e activa-se simplesmente puxando-se os controlos a partir da base do ecrã. A partir daí é fácil alterar parâmetros como o foco e a exposição para tirarmos o melhor partido da câmara.

Subsistem algumas esquisitices que a Huawei felizmente resolveu no Mate 9. Especificamente, os modos de disparo são acedidos do lado esquerdo do ecrã, enquanto as definições abrem do lado direito. Ora, quando estamos com o ecrã numa orientação horizontal, estas definições não se reorientam e ou andamos com o Nova às voltas, ou torcemos o pescoço.

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  • A reter: a app fotográfica do Huawei Nova puxa para um nível superior uma câmara sólida mas indistinta face à concorrência. Os resultados são soberbos.

 

Áudio

O Huawei Nova não tem um chip áudio dedicado e é uma pena. O seu apelo ao feminino e aos millenials ficaria extremamente bem servido com tal funcionalidade.

Ainda assim, quem não consegue viver sem música ficará aliviado pela estreia do DTS Headphone:X. Este algoritmo cria um som apreciavelmente mais rico e canais estéreo mais diferenciados, para uma qualidade musical apreciavelmente melhor.

Fora a frase que nos saiu algo “marketing”, não ouvimos música menos de três ou quatro horas por dia e este tipo de melhoria faz-se notar. Sem o DTS activo, o áudio via jack é simplesmente mais brando.

Mas atenção: a tecnologia DTS Headphone:X procura criar no ouvido a sensação de estarmos a ouvir som à nossa volta, em vez de entalado nos nossos ouvidos. Funcionará razoavelmente em auriculares de smartphone, mas será hipoteticamente vastamente melhor em peças certificadas, nas quais uma maior afinação terá sido feita para compensar as especificidades do hardware.

Portanto há que considerar seriamente um bom par de auscultadores para capturar realmente a magia DTS.

Quanto ao áudio via altifalante, ficamos pelo monaural, que apesar de ser claro e volumoso carece de diferenciação. Obviamente.

Durante as chamadas, não tivemos qualquer tipo de problemas. A telefonia é óptima.

  • A reter: para os fãs do áudio, o DTS a bordo é muito bem-vindo.

 

Bateria

O Nova possui carregamento rápido via USB-C.

O Nova possui carregamento rápido via USB-C.

Este será dos grandes pontos a favor do Huawei Nova, e de modo talvez surpreendente. A bateria de 3020mAh é generosa em si mesma e mostra uma excelente capacidade de duração ao longo do dia.

Apesar dos ecrãs de 5 polegadas não serem a opção do autor para trabalho, foi como instrumento de trabalho que tratamos o Huawei Nova e, pela primeira vez em algum tempo, não andamos com um carregador “para o que der e vier”. Não lhe sentimos a falta em momento algum, algo que não deixa de ser surpreendente.

Tudo somado, a bateria do Nova deverá chegar e sobrar para utilização moderada de rede móvel, Wi-Fi, emails, navegação na Internet, jogos, chamadas telefónicas, messaging e música via Bluetooth inclusivamente.

  • A reter: provavelmente a melhor performance de uma bateria em 2016, excluindo os especialistas da longevidade, claro.

 

Conclusão

O Huawei Nova é uma aposta forte por parte da Huawei num segmento médio com foco no feminino e, aqui, não só joga praticamente sozinho, como em alguns pontos tem um incrível favor UAU.

O Huawei Nova chega com características completas, incluindo câmara 4K e leitor de impressões digitais, num corpo de metal.

O Huawei Nova chega com características completas, incluindo câmara 4K e leitor de impressões digitais, num corpo de metal.

Quando dizemos que o Huawei Nova joga praticamente sozinho, temos consciência que não só haverá um bom grupo de dispositivos com hardware semelhante e complementarmente mais baratos, como alguns outros dispositivos também se afirmam vocacionados para o público feminino.

A conjunção de ambos é que se torna rara e é precisamente onde o Huawei Nova se distingue e ganha pontos. É que o apelo feminino não se faz apenas no marketing. É preciso um je ne sais quois que o Nova possui, nas suas linhas e contornos, sem se tornar tão específico que anule o seu apelo para o público masculino.

O estilo é a sua grande afirmação orgulhosa e o hardware não compromete, mostrando performance que será suficiente e excessiva para o público em geral. E no entanto será um erro avaliar o Huawei Nova do puro ponto de vista da quantificação das capacidades de processamento e memória: não é para os aficionados da performance pura que o Nova pretende apelar.

Já quem necessita de uma performance sólida que não fique sem bateria a meio do dia, o Huawei Nova é talvez a melhor opção fora os especialistas em stamina.

Desejaríamos apenas uma UI tão boa quanto a do Huawei Mate 9, uma câmara com maiores capacidades e áudio avançado, o que nos pareceria em total consonância com o seu público-alvo.

Estas reservas à parte, o Huawei Nova é um claro guilty pleasure e não há nada de errado nisso. Por vezes é simplesmente bom olhar para um smartphone pelo charme puro e não há dúvidas: o Huawei Nova é a encarnação do charme.

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